Está passada a “ressaca” natalícia, tudo ou quase tudo já está arrumado, até à 4ª edição do Natal da Baratada, na Cruz de Pau, se assim o desejarem, e espero bem que sim.
Dá-me uma satisfação enorme, ter a honra de me deixarem continuar o trabalho da mãe.
Todos os meus natais e já lá vão uns quantos, foram passados com vocês (desculpem-me, convosco!) e não os consigo imaginar de outra forma, semvosco.
Ao longo de todos estes anos, as coisas foram mudando, os actores foram sendo substítuidos, entrando em cena em maior número do que aqueles que saíam. Nos primeiros natais de que me lembro, passados em casa dos avós em Alhandra, éramos só 10 (que sossego!!!). As prendas ( ou presentes, como lhes queiram chamar) eram colocadas na chaminé por gente generosa e os pedidos feitos pelos CTT ao Menino Jesus eram quase sempre satisfeitos. Lembro-me que num desses natais a minha curiosidade em ver quem ia pôr os presentes nos nossos sapatos, levou-me a ter um gesto, do qual, já tarde, me arrependi, espreitei pelo buraco da fechadura da porta da cozinha. Lá se foi a fantasia, a avó e a mãe distribuíam pelos sapatos, os presentes, que nessa altura só eram abertos na manhã do dia 25. Fiquei triste, as coisas já não tinham a mesma graça. O Carlos Augusto, além dos 2 anos a mais que eu, era mais esperto e já ninguém o enganava, - “estava farto de saber“
Mais tarde, não sei bem quando, os Natais passaram a ser festejados em Tomar, com os avós, a tia Otília, a Tia Maria José e a nossa querida prima Preciosa, uma doçura.
Quando viémos para Almada, em 1970, iniciámos a época mais longa de Natais passados no mesmo sítio, 34 anos.
Ao longo dos anos, os mais velhos, depois os mais novos, foram casando , trazendo os(as) seus caras metade, depois os filhos, depois os caras-metade dos filhos, os filhos destes e daqueles, mais os que não podemos nem queremos deixar sózinhos e chegámos a este ano de 2007, com um número de participantes, talvez record, de 42 (census do Carlos Augusto).
Se tivermos em conta, que da geração produtiva, só 5 de 14 têm sucessores, a uma média de 2 por cabeça (não aceitamos menos) a geração dos bisnetos ainda pode ter mais 18 elementos. Ora 42 + 18 = 60. Será que ainda nos conseguimos arrumar cá em casa, ou teremos que pensar em alugar a FIL?
Queria agradecer a todos, os mimos que nos deram, não só os materiais, mas, sobretudo, a partilha de sentimentos, que muito nos estimulam a continuar com pica prós próximos anos.
Obrigado a todos e até breve.
Dá-me uma satisfação enorme, ter a honra de me deixarem continuar o trabalho da mãe.
Todos os meus natais e já lá vão uns quantos, foram passados com vocês (desculpem-me, convosco!) e não os consigo imaginar de outra forma, semvosco.
Ao longo de todos estes anos, as coisas foram mudando, os actores foram sendo substítuidos, entrando em cena em maior número do que aqueles que saíam. Nos primeiros natais de que me lembro, passados em casa dos avós em Alhandra, éramos só 10 (que sossego!!!). As prendas ( ou presentes, como lhes queiram chamar) eram colocadas na chaminé por gente generosa e os pedidos feitos pelos CTT ao Menino Jesus eram quase sempre satisfeitos. Lembro-me que num desses natais a minha curiosidade em ver quem ia pôr os presentes nos nossos sapatos, levou-me a ter um gesto, do qual, já tarde, me arrependi, espreitei pelo buraco da fechadura da porta da cozinha. Lá se foi a fantasia, a avó e a mãe distribuíam pelos sapatos, os presentes, que nessa altura só eram abertos na manhã do dia 25. Fiquei triste, as coisas já não tinham a mesma graça. O Carlos Augusto, além dos 2 anos a mais que eu, era mais esperto e já ninguém o enganava, - “estava farto de saber“
Mais tarde, não sei bem quando, os Natais passaram a ser festejados em Tomar, com os avós, a tia Otília, a Tia Maria José e a nossa querida prima Preciosa, uma doçura.
Quando viémos para Almada, em 1970, iniciámos a época mais longa de Natais passados no mesmo sítio, 34 anos.
Ao longo dos anos, os mais velhos, depois os mais novos, foram casando , trazendo os(as) seus caras metade, depois os filhos, depois os caras-metade dos filhos, os filhos destes e daqueles, mais os que não podemos nem queremos deixar sózinhos e chegámos a este ano de 2007, com um número de participantes, talvez record, de 42 (census do Carlos Augusto).
Se tivermos em conta, que da geração produtiva, só 5 de 14 têm sucessores, a uma média de 2 por cabeça (não aceitamos menos) a geração dos bisnetos ainda pode ter mais 18 elementos. Ora 42 + 18 = 60. Será que ainda nos conseguimos arrumar cá em casa, ou teremos que pensar em alugar a FIL?
Queria agradecer a todos, os mimos que nos deram, não só os materiais, mas, sobretudo, a partilha de sentimentos, que muito nos estimulam a continuar com pica prós próximos anos.
Obrigado a todos e até breve.
Lena











